Já faz cinquenta anos desde que Charles Cooper e seu filho John fundaram a “Cooper Racing” e gravaram o nome Cooper na história do automobilismo. Trabalhando numa pequena garagem em Surbiton, Inglaterra, eles inicialmente projetaram e construíram o famoso F3 Cooper 500, o primeiro carro de corrida com motor traseiro que veio a vencer muitos campeonatos com pilotos famosos, inclusive com Stirling Moss. A empresa foi se expandindo durante os anos 40 e início dos 50 produzindo carros de corrida. Depois de consolidar seu sucesso na F3, venceu também na F2 até chegar no auge da F1 onde, com Jack Brabham ao volante, a Cooper venceu dois campeonatos mundiais, os de 1959 e 1960.
Assim, pai e filho gravaram o nome Cooper nas corridas de monopostos. Mas eles queriam mais. Lançaram o seu carro de rua, o Mini Cooper, uma jóia de engenharia de aparência extremamente simpática. O sucesso foi imediato! Não demorou muito para perceberem o enorme potencial do novo “carrinho”, e com a “benção” de Sir Alec Issigoins, o Mini Cooper foi re-projetado para corridas, tanto no asfalto quanto na terra. O sucesso foi maior do que qualquer um poderia esperar, sendo que o Mini se tornou o primeiro carro britânico a se tornar campeão do Rally Europeu vencendo três vezes o famoso Rally de Monte Carlo.
O nome Cooper irremediavelmente ligado ao Mini tornou-se um ícone dos anos 60, com artistas de cinema, realeza europeia, astros da música e todo tipo de gente querendo ter o seu Mini. A BMC chegou a produzir 150.000 Mini Coppers até 1971, altura em que interrompeu a produção. No final dos anos 80, a Cooper começou a fornecer “kits” a uma nova geração de entusiastas do Mini no Japão. Isto demonstrou claramente que havia uma crescente demanda por Mini Coopers com a mesma performance e respeito do modelo original. A fábrica de John Cooper passou então, a trabalhar juntamente com a Rover para re-trabalhar o motor da série A de 1.275 cm3 com carburador para 1.300 cm3 com injecção eletrónica. O re-lançamento do Mini foi então, mais uma vez, um imediato sucesso!
Com o modelo S e depois o Si, as conversões disponíveis saídas da fábrica de John Cooper, seguida da introdução do novo Mini Cooper S, Grand Prix, Cooper S Touring, Sport 5, Cooper ‘S' Works, Cooper SE e os variantes do modelo Cooper Sport SE provaram serem novamente, os mais rápidos e maiores “pequenos” carros do mundo. Agora, que a Cooper foi adquirida pela BMW, voltou a acontecer o mesmo que tinha acontecido com os “carrinhos” de Charles e John Cooper, maravilharam o mundo novamente.